Mostrar mensagens com a etiqueta Flagrantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Flagrantes. Mostrar todas as mensagens

dezembro 06, 2008

Intuição feminina


Acabei de ter um sinal revelador de que a intuição feminina é mesmo uma especialidade do género em causa.
Quando a minha mulher me perguntou se queria acompanhá-la às compras, a minha filha, ao ver-me à procura de uma boa desculpa para me esquivar, veio em meu socorro dizendo:
- Oh pai, ela só quer o cartão multibanco, mais nada.
- Ah pois, aqui está.
E não é que ela tinha razão?
Ainda estou de boca aberta a pensar na clarividência e rapidez de raciocínio de uma menina de dez anos que viu mais longe e mais depressa do que eu com toda a minha experiência e intuição de que costumo orgulhar-me.

novembro 16, 2008

Alguém me diz o que é isto?

Costuma-se dizer que nada aparece por acaso e quando nos deparamos com um determinado cenário, por mais estranho que nos pareça, normalmente descobrimos o seu objectivo ou intencionalidade. Não se passou assim neste caso.
Há já uns meses, num local público, nas imediações de uma estação de serviço, na fronteira, do lado espanhol, deparei-me com a situação que as fotos documentam: uns atilhos grosseiros emendados, formados por uma fita de prender cargas e um fio eléctrico, presos no alto de um ramo de choupo e, suspensos da outra ponta, um pequeno tronco, um bloco de cimento e outro de granito. Estas três peças suspensas, por sua vez, estavam também presas ao extremo do banco de granito, como se vê na foto, desviados da vertical em cerca de 20 graus. Perante tal achado, por mais voltas que desse à cabeça, tal como hoje, não enxerguei qualquer relação causa/efeito, objectivo ou intenção. A curiosidade levou-me a fotografar a cena. Decorridos vários meses, quando, como agora, por associação de ideias, o assunto volta à baila, continua a intrigar-me como um puzle sem solução.

agosto 12, 2008

"Sala" de fumo


Hoje deparei com o local que a foto documenta. À porta de um pequeno café no Nordeste transmontano, o dono teve a simpatia de "mobilar" e decorar o espaço de acordo com o fim a que se destina. Os fumadores agradecem, acho eu.

fevereiro 23, 2008

Sabe-me dizer, por favor…?

Hoje, ao levar a minha filha a uma festa de aniversário, à procura da rua da Estrela, pude constatar, mais uma vez, o quanto as pessoas gostam de ser prestáveis mesmo sem condições para tal. Quando se pede uma informação acerca de um endereço, se a pessoa souber, diz-nos. Claro que, frequentemente, o excesso de detalhes acaba por baralhar de tal forma que torna inútil a informação. Mas a maior dificuldade é quando perguntamos a quem não sabe mas, mesmo assim, insiste em mostrar os seus conhecimentos acerca de outras ruas ou justificar porque não sabe. Foi o que me aconteceu hoje; perguntei ao caixa do supermercado, enquanto me fazia o troco; ele não sabia mas tinha pena e insistiu em dar-me uma lição sobre a geografia da zona. Tive que lhe pedir para me dar o troco para eu poder ir perguntar a quem soubesse. Ficou desconcertado com o meu pedido.
Finalmente, quando encontrei, o dono da casa perguntou-me:
- É fácil de encontrar, não é?
- Para quem souber é fácil.

janeiro 25, 2008

Perseguição policial

Hoje, na A1, em viagem do Porto para Lisboa, estive envolvido numa perseguição policial. Quem diria? Uma perseguição de grande aparato ao longo de muitos quilómetros e com uma grande quantidade de veículos envolvidos.
Havia pouco trânsito e ia a andar bem quando me deparo com uma apreciável concentração de automóveis a rodar na casa dos 120kms/h. Ia com alguma pressa para tentar estar em Lisboa pelas 10 horas e pus-me a ultrapassar toda a gente, ups, quase toda... À frente, a comandar o pelotão, ia um carro da polícia. Parecia que, por um acaso extraordinário, se juntou ali a totalidade dos automobilistas portugueses que respeitam religiosamente o limite de velocidade e, apesar de estar com pressa, por uma questão de solidariedade, juntei-me ao grupo perseguidor. E o pelotão foi engrossando com os novos aderentes que iam chegando.
E lá fomos todos a perseguir, calma e ordeiramente, o carro da Brigada de Trânsito que, a dada altura, começou a andar mais depressa e, sem comando, a formação ordenada foi-se desfazendo gradualmente.
Foi uma cena pouco habitual, nada ao estilo do xeringador, que prometeu relatar coisas simples da vida de todos os dias.