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março 05, 2008

Champanhe para crianças

Hoje fui com a minha filha fazer as compras para a sua festa de aniversário. Ela lá sabia o que se compra – as guloseimas de todas as formas e feitios, os refrigerantes, os pratos, copos e guardanapos da Barbie... etc. E chegou a vez de a ouvir:
- Falta só o champanhe.
- Como?
- O champanhe para crianças.
- Mas as crianças também bebem champanhe?
- Não é bem champanhe. É só a fazer de conta.
- Vamos lá ver isso mas desconfio que não vais ter direito a nada.
- Oh pai, mas todas as festas dos meus colegas tiveram champanhe!
Levou-me ao sítio do dito e lá estava a tradicional garrafa de champanhe de 75 cl, marca Rik & Rok, e lá dentro “sumo de maçã gaseificado”, custo 1.89€.
- Nem penses, não vamos levar o champanhe.
- PORQUÊ?
E eu expliquei-lhe. Comprar as guloseimas para partilhar com os amigos, tudo bem; comprar as coisas da Barbie muito mais caras que outras iguais mas sem a tal etiqueta, enfim, é festa. Agora tentarem vender-nos sumo de maçã a 2,5€/L, a fazer de conta que é champanhe… isso já é gozar com a nossa cara. E não quero saber se todos os teus amigos compraram ou deixaram de comprar. Em compensação podes gastar naquilo que quiseres o que iríamos gastar no champanhe.
Aquiesceu sem mais fitas.
Quando vínhamos a caminho de casa, a propósito não sei de quê, ouço-a dizer:
- Pai, não sei porquê mas tu és o único adulto que eu admiro.
- Hein?
Fiz de conta que não levei a sério mas fiquei todo babado e a pensar se não terei sido mauzinho ao recusar-lhe o champanhe.

janeiro 21, 2008

Forno preparado para rosquilhas

Hoje fartei-me de rir com uma expressão usada pelo meu amigo Luciano. Confidenciou-me que leu o meu blogue, gostou mas não ia fazer nenhum comentário, de momento, porque, disse ele - ...nem sempre o forno está preparado para as rosquilhas. Este é apenas um exemplo da forma como a linguagem se socorre e se inspira em tarefas da vida diária para traduzir acções e estados de espírito.
Esta do Luciano nunca tal tinha ouvido mas, sabendo como sei, que ele tem os cinco alqueires bem aferidos, acho que não estarei a puxar a brasa à minha sardinha se concluir que ele, hoje, não estava nada faroleiro. Não quer dizer que tenha acordado com os pés de fora, que estivesse com os azeites ou a fugir com o cu à seringa, não, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Apenas não levava a carta a Garcia porque trazia a pedra a centeio e, como tal, não conseguia levar a água ao meu moinho. Ou, dito de outra forma - não tinha o forno preparado para as rosquilhas.

janeiro 19, 2008

Mau exemplo



"Os gregos, na sua relação com a natureza, não descreviam florestas ou montanhas; adoravam-nas e nelas construiam templos" G. Murray
Hoje deixei-me entusiasmar pela beleza da serra do Gerês e aventurei-me, sozinho, sem mesmo ter dito nada a ninguém sobre o local para onde me dirigia. Isto é o que nunca se deve fazer, assim diria Frei Tomás.
O que estava previsto ser apenas o reconhecimento pontual de uma pequena parte do passeio da Silha dos Ursos, a realizar àmanhã, prolongou-se um pouco mais. Comecei junto à Casa de Junceda e, só mais um bocadinho para tirar mais umas fotos, que tempo maravilhoso, deixa passar esta encosta para ver mais um pouco... acabei por lá passar a maior parte do dia.

janeiro 14, 2008

Sinais do tempo


Hoje, no ginásio, ao ver aquelas pessoas no seu afã de queimar gorduras extra, esculpir os corpos, tratar da saúde ou outros motivos, cada um terá os seus, dei comigo a pensar como as coisas mudam. Noutros tempos, os alimentos eram escassos e o organismo armazenava, sob a forma de gordura, o máximo de energia para fazer face aos períodos de penúria que, inevitavelmente, iriam surgir. Quem acumulasse mais energia estava mais apto para sobreviver aos períodos de carência.
A nossa cabeça já sabe mas os nossos corpos ainda não perceberam que esses tempos já passaram e já não precisamos de nos empanturrarmos de comida para precaver o futuro. Agora, ao contrário de antigamente, quem está mais bem apetrechado para a vida não é quem acumulou energia mas sim quem queimou o excedente.

janeiro 13, 2008

A união faz a força

Acabei de ver no youtube um vídeo cujo sucesso é comprovado pelos muitos milhões de visionamentos. A cena foi mesmo muito bem apanhada: um grupo de leões apanha uma cria de búfalo. Os dois adultos que acompanhavam o júnior, em inferioridade numérica, parecem abandonar a cria à sua sorte... Os leões, em fase de imobilização da presa acabam por cair todos no lago com o pequeno búfalo nas suas garras. E zás, um crocodilo rouba-lhes o petisco mas, após disputa, finalmente conseguem recuperar o almoço esperado das garras do crocodilo e trazê-lo para terra (o almoço, não o crocodilo). Preparavam-se para dar o golpe de misericórdia quando chegam reforços - uma manada de búfalos - que lhes estraga os planos e provoca a debandada dos leões.
E foi bonito ver a luta que terminou com a vitória, sem espinhas, dos búfalos sobre os leões. E aqueles a quem costumamos chamar reis da selva tiveram que se pôr a andar com o rabinho entre as pernas antes que a sua sorte piorasse.
Não há dúvida que a união faz a força.
Além da felicidade do operador de câmara que estava na hora certa, no local certo, com o material certo, para a história terminar em beleza, a cria acabou por se safar.

setembro 04, 2006

Divagando

Esta coisa dos blogs não está mal pensada. Modernices. Num momento de calmia, à espera que as férias acabem, será já àmanhã, não sei por que cargas de água, dou comigo a criar um blog. Nem sequer tenho nada de especial a dizer, pelo menos neste momento, nem sequer sei que uso vou dar a isto mas...
Enfim, vamos ver que rumo é que isto vai levar, se é que vai tomar algum rumo...