Há já uns meses, num local público, nas imediações de uma estação de serviço, na fronteira, do lado espanhol, deparei-me com a situação que as fotos documentam: uns atilhos grosseiros emendados, formados por uma fita de prender cargas e um fio eléctrico, presos no alto de um ramo de choupo e, suspensos da outra ponta, um pequeno tronco, um bloco de cimento e outro de granito. Estas três peças suspensas, por sua vez, estavam também presas ao extremo do banco de granito, como se vê na foto, desviados da vertical em cerca de 20 graus. Perante tal achado, por mais voltas que desse à cabeça, tal como hoje, não enxerguei qualquer relação causa/efeito, objectivo ou intenção. A curiosidade levou-me a fotografar a cena. Decorridos vários meses, quando, como agora, por associação de ideias, o assunto volta à baila, continua a intrigar-me como um puzle sem solução.
novembro 16, 2008
Alguém me diz o que é isto?
Costuma-se dizer que nada aparece por acaso e quando nos deparamos com um determinado cenário, por mais estranho que nos pareça, normalmente descobrimos o seu objectivo ou intencionalidade. Não se passou assim neste caso.
Há já uns meses, num local público, nas imediações de uma estação de serviço, na fronteira, do lado espanhol, deparei-me com a situação que as fotos documentam: uns atilhos grosseiros emendados, formados por uma fita de prender cargas e um fio eléctrico, presos no alto de um ramo de choupo e, suspensos da outra ponta, um pequeno tronco, um bloco de cimento e outro de granito. Estas três peças suspensas, por sua vez, estavam também presas ao extremo do banco de granito, como se vê na foto, desviados da vertical em cerca de 20 graus. Perante tal achado, por mais voltas que desse à cabeça, tal como hoje, não enxerguei qualquer relação causa/efeito, objectivo ou intenção. A curiosidade levou-me a fotografar a cena. Decorridos vários meses, quando, como agora, por associação de ideias, o assunto volta à baila, continua a intrigar-me como um puzle sem solução.
Há já uns meses, num local público, nas imediações de uma estação de serviço, na fronteira, do lado espanhol, deparei-me com a situação que as fotos documentam: uns atilhos grosseiros emendados, formados por uma fita de prender cargas e um fio eléctrico, presos no alto de um ramo de choupo e, suspensos da outra ponta, um pequeno tronco, um bloco de cimento e outro de granito. Estas três peças suspensas, por sua vez, estavam também presas ao extremo do banco de granito, como se vê na foto, desviados da vertical em cerca de 20 graus. Perante tal achado, por mais voltas que desse à cabeça, tal como hoje, não enxerguei qualquer relação causa/efeito, objectivo ou intenção. A curiosidade levou-me a fotografar a cena. Decorridos vários meses, quando, como agora, por associação de ideias, o assunto volta à baila, continua a intrigar-me como um puzle sem solução.
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Flagrantes
novembro 12, 2008
Ataraxia
Já conhecia a sensação mas, antes do comentário do meu amigo Aix, nem sabia que existia uma palavra chamada ataraxia e muito menos que se tratava de uma corrente filosófica relacionada com a postura emocional.O referido comentário pôs-me a reflectir sobre algumas mudanças na qualidade de vida, para melhor, relacionadas com práticas mais saudáveis.
E posso testemunhar, com a minha vivência, aquilo que o FCarvalho diz acerca da obtenção da ataraxia. Libertarmo-nos do vício do tabaco, substituir o automóvel pela bicicleta, cultivar os nossos legumes, fazer compostagem do lixo orgânico, sermos amigos do ambiente e termos comportamentos consentâneos com aquilo em que acreditamos são apenas aspectos parcelares do nosso dia a dia que contribuem para o bem-estar e nos fazem sentir mais calmos e serenos, com a auto-estima em alta e com a sensação de controlo sobre as nossas vidas, resumindo, contribuem para a ataraxia.
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vida saudável
outubro 22, 2008
De bicicleta
Estou prestes a completar a segunda semana desde que passei a usar a bicicleta para me deslocar de casa para o local de trabalho. A distância não chega a 10 km para cada lado e demora uns 25 minutos na ida e 30 no regresso. Para já estou muito satisfeito com a experiência que, em princípio, será para continuar, pois, até ver, é só vantagens. Até já comprei um impermeável que tenho transportado em vão visto que ainda não apanhei chuva que se visse.
Há anos que eu e o meu caro colega Z.P. falamos em começar a viajar desta forma mas, com a desculpa da falta de segurança, do excesso de trânsito, estradas estreitas, falta de civismo dos condutores, temos vindo sistematicamente a protelar esta decisão.
Este ano, ao equacionar de novo a possibilidade, pensei no horário certinho a começar sempre às 8:30 da manhã, combustíveis em alta, falta de tempo para ir ao ginásio, a anunciada crise, o impacto da queima de combustíveis fósseis na minha bolsa e no ambiente, o meu novo estatuto de ex-fumador, etc e conclui que estavam reunidas as condições para pôr o projecto em marcha. Terminado o período experimental, concluo que tem sido uma óptima experiência e, para já, não tenho sentido nenhuma das dificuldades de que estava à espera. Viajo sozinho pois o meu colega Z.P. ainda continua à espera que a motivação chegue mas, pelo que vejo, há já mais gente a equacionar a mesma possibilidade, pelo menos o L.M. ontem disse-me: - Eh pá, de minha casa aqui são 14,4 km!
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vida saudável
agosto 12, 2008
"Sala" de fumo
Hoje deparei com o local que a foto documenta. À porta de um pequeno café no Nordeste transmontano, o dono teve a simpatia de "mobilar" e decorar o espaço de acordo com o fim a que se destina. Os fumadores agradecem, acho eu.
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Flagrantes
julho 04, 2008
Tempo de paragem

Há quase um mês sem escrever no blogue, dou por mim a pensar: porquê? E chego à conclusão que isso tem a ver com o actual estado de espírito. E o estado de espírito até não tem nada de especial. A vida em geral, a nível profissional e familiar (mulher e filhos), vai de vento em popa, bem melhor do que mereço. Esta apatia que se instalou no que respeita à escrita será um caso cíclico pelo qual, de vez em quando, penso eu, todos passamos. O que originou esta desmotivação, neste caso, tem a ver apenas com um facto concreto - alguém próximo que prezo e estimo desiludiu-me profundamente. Sabemos antecipadamente que as pessoas não páram de nos desiludir mas, quando isso acontece, nunca estamos preparados para encarar o facto. E o resultado é, de forma reflexa, fecharmo-nos na nossa concha, ficarmos mais azedos e desconfiados e reduzir ao mínimo a interacção com os outros. Não sei ainda se se trata de uma paragem ou do fim do percurso. O tempo o dirá. Somos uns bichos muito complicados e reagimos à situações de acordo com a nossa maneira de ser.
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Desabafos
junho 06, 2008
Fuga do manicómio

Àmanhã vou, por quatro dias, acompanhar um grupo aos Picos da Europa. É trabalho mas trata-se de uma tarefa muito agradável. Mais ainda, na actual conjuntura, por ter a oportunidade de sair deste manicómio em que estamos transformados por causa do campeonato europeu. Sou um homem do desporto, por gosto e por profissão mas isto é demais. Durante a tarde, no supermercado, a selecção e as respectivas cores tomaram conta de tudo e eram o pretexto e o denominador comum para vender fosse o que fosse desde televisores a cerveja, flocos de cereais, carne e mais não sei o quê. Há bocadinho estava a tomar café quando, no telejornal, da TVI salvo erro, começam a ameaçar que iam, de seguida, falar sobre a "moça de dezassete anos" que o Sr Scolari conheceu há muito tempo. Ainda consegui emborcar rapidamente o café e vir embora antes da dita "notícia".
Se o ridículo matasse...
Mas o mais grave no meio disto tudo é as pessoas acreditarem mesmo que a selecção nacional é favorita aos lugares cimeiros da competição. Parece que esqueceram os resultados recentes e a forma sofrida como, num grupo de apuramento fraquíssimo, se arrastou penosamente para conseguir ir à fase final.
Será a crise que atravessamos que nos faz baixar a auto-estima e nos deixa tão carentes e sem outros factores de realização pessoal?
Perdoai-lhes, Senhor!
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Desabafos
maio 30, 2008
Rega gota a gota
Este sistema é quase só vantagens: Evita o efeito de lixiviação da terra e a consequente perda de nutrientes; fornece à planta a quantidade de água de que necessita sem necessidade de recurso a mecanismos biológicos de adaptação ao meio; e também, não menos importante, pela poupança de água, imperativo económico e ecológico. Para não falar na facilidade de não ter que fazer mais nada que não seja abrir a(s) torneira(s). Ainda não senti necessidade mas até posso instalar um temporizador com programa de rega e aí... fico com uma horta inteligente.
Depois de montado, o que é muito rápido e barato, a única desvantagem é a facilidade com que os tubos entopem por a água do furo ser bastante barrenta.
O sistema que usava era de montagem mais difícil e não permitia que as diferentes culturas fossem contempladas com a quantidade de água de que necessitavam. O sistema era de tudo ou nada, ou seja, regar ou não regar. Era um bocado difícil conciliar a rega dos tomateiros que requerem pouca água, das alfaces, que querem toda a que se lhe der ou das couves, que não gostam das regas à tarde. Então, como se pode ver na foto, em cada derivação instalei uma pequena torneira que permite fazer regas selectivas.
Posso regar directamente da torneira (água do furo) mas resolvi instalar um reservatório com bóia que fecha a torneira de enchimento. É mais seguro porque, se houver uma ruptura, a perda de água será apenas a que houver no depósito.
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Horticultura
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