janeiro 27, 2008

Contador de visitas

No dia 24.01.08, com o apoio, via messenger, do meu amigo Pedro Carneiro, instalei um contador de visitas.
Quando o Pedro encontrou dificuldades na instalação do dito disse-lhe que não valia a pena insistir pois as visitas eram tão escassas que eu conseguia perfeitamente contá-las à mão. Mas, parece que não é bem assim. Olhando para a vertiginosa escalada do contador tenho de concluir que, afinal, não estava sozinho.
Se houver alguém mais atento que tenha olhado para o contador irá estranhar ver o número lá registado inferior à safra já atingida anteriormente. Como o registo de visitas se encontrava por trás do tí­tulo e já havia justas reclamações por parte do comentador mais assíduo, houve que mudá-lo. No decurso dessa operação, realizada hoje, perdeu-se o registo de 142 visitas que já levava e voltou ao zero. Isso para o Xeringador não é problema, supomos que também o não seja para os nossos visitantes. Com tempo lá voltaremos a chegar.
Pois sê bem vindo à humilde casa do xeringador!
Será uma honra contar contigo e falar-te das coisas simples da vida de todos os dias.

janeiro 26, 2008

Afinal quais são os maus?

Desde que este governo tomou posse, tenho ouvido do pior acerca dos professores. Estava quase convencido que mereciam ser tratados daquela forma - malandros, cambada de mandriões, faltosos, etc. Em consonância com o discurso vi como foram maltratados com um estatuto realmente penalizador. Depois veio o diploma da avaliação e, recentemente, para os rebaixar ainda mais, o D.L sobre a gestão das escolas, ainda em discussão pública.
Espero bem que os políticos tivessem razões para os castigar porque, com ou sem culpas no cartório, a forma como têm sido tratados, geradora de desconforto e enorme mal-estar entre a classe, vai trazer consequências muito graves para a Educação que tanto precisava de outro tratamento.
Quando já estava quase a concordar com os políticos e a ajudar a bater nos professores, com a divulgação do estudo da "Gallup" realizado para o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, fiquei baralhado. Diz o estudo que os professores são, de longe, o grupo que inspira maior confiança, tanto em Portugal (42%) como na média dos restantes dezassete países onde os estudo se realizou (44%).
Os políticos aparecem na cauda do pelotão com o odioso de serem os menos confiáveis.
E são esses mesmos políticos que não merecem a confiança de ninguém que atacam assim os professores? Alguma coisa aqui me está escapar, ficarei ansiosamnente à espera de uma explicação. Mas quem poderá explicar? Políticos não!
Vamos supôr que estamos numa democracia e respeitamos a vontade dos cidadãos, manifestada no mesmo estudo, que defendia mais poderes para os professores e menos para os políticos. Então poderíamos pôr os políticos a provar o seu próprio veneno e incumbir os professores de legislar sobre matérias respeitantes aos políticos. E escolheríamos uma matéria de pouca importância, por exemplo - Regras para políticos retirados da política (benesses, mordomias, reformas chorudas, sinecuras, tachos nas empresas...). Acho que seria um exercício interessante e iria restituir alguma moral à classe política além de mais respeito dos cidadãos pelos políticos e vice-versa.

janeiro 25, 2008

Perseguição policial

Hoje, na A1, em viagem do Porto para Lisboa, estive envolvido numa perseguição policial. Quem diria? Uma perseguição de grande aparato ao longo de muitos quilómetros e com uma grande quantidade de veículos envolvidos.
Havia pouco trânsito e ia a andar bem quando me deparo com uma apreciável concentração de automóveis a rodar na casa dos 120kms/h. Ia com alguma pressa para tentar estar em Lisboa pelas 10 horas e pus-me a ultrapassar toda a gente, ups, quase toda... À frente, a comandar o pelotão, ia um carro da polícia. Parecia que, por um acaso extraordinário, se juntou ali a totalidade dos automobilistas portugueses que respeitam religiosamente o limite de velocidade e, apesar de estar com pressa, por uma questão de solidariedade, juntei-me ao grupo perseguidor. E o pelotão foi engrossando com os novos aderentes que iam chegando.
E lá fomos todos a perseguir, calma e ordeiramente, o carro da Brigada de Trânsito que, a dada altura, começou a andar mais depressa e, sem comando, a formação ordenada foi-se desfazendo gradualmente.
Foi uma cena pouco habitual, nada ao estilo do xeringador, que prometeu relatar coisas simples da vida de todos os dias.

janeiro 24, 2008

Será roubo? Será castigo? Gente séria não é certamente!

Com as diligências relacionadas com a perda da carteira, estou a ficar perito em roubos bancários, perdão, comissões bancárias. Hoje, ao receber o estrato do BPI, fiquei a saber que a informação que deixei em “Besta comedeira, rédea curta” de 18.01.08, estava errada.
Não queria colocar o cartão em lista negra visto tratar-se de um cartão de débito com código e, como tal, apenas queria um novo e não me incomodava nada que o outro ficasse activo.
Afinal, mesmo assim, tenho que pagar ao banco 7.50€, referentes a, dizem eles em maiúsculas, COMISSÃO INSERÇÃO LISTA NEGRA . Será multa? Não me parece porque o cartão era meu, paguei-o. Será um roubo descarado? Ou será castigo? Não me parece que seja castigo porque o dono do cartão, que sou eu, já perdoou a quem o perdeu e não se quer vingar nem aproveitar-se das desgraças alheias.
Liguei para o banco a perguntar se não havia engano. E não, não havia, é assim mesmo e todos os bancos assim fazem, acrescentou o funcionário. E disse-me também que, no caso de o cartão se extraviar no correio e não chegar à minha mão, nesse caso, sorte a minha, não teria que pagar a dita comissão, ou seja, se fossem eles a perdê-lo não me penalizariam a mim. Que simpáticos!
Claro que me foi debitada também uma “COMISSÃO SUBSTITUIÇÃO CARTÃO MB" no valor de 5€. O novo cartão ainda não chegou mas, não vá o diabo tecê-las, à cautela, trataram de fazer o respectivo débito logo no momento em que o pedi, há uma semana. Trabalho feito não mete pressa.
Assim não me admira de ter ouvido, há minutos no noticiário, que os lucros destes senhores subiram 17%. As coisas andam mal mas não é para todos.

janeiro 23, 2008

Que ricas couves!

Hoje, quero partilhar uma história de couves e vizinhos, passada há pouco tempo, por lhe achar alguma piada.
Tenho um vizinho com muitos pontos fortes. Boa pessoa, trabalhador incansável, topa a tudo para ganhar a vida e tem tido o justo prémio do seu trabalho. É pedreiro de profissão mas não enjeita a oportunidade de ganhar uns cobres extra. Para isso, nas horas vagas, disponibiliza-se para o que der e vier: ajuda num restaurante, dá uma mão numa loja de pneus e, de vez em quando, também se dedica às vendas por conta de outrem. E vende os mais variados artigos - madeira, lenha, alfaias e pequenas máquinas agrícolas, automóveis, tractores e até terrenos. Mas o seu forte não é a linguagem fluida com o vocabulário adequado a um vendedor. Também é analfabeto mas, apesar das limitações, quando tem que ser, mete-se na pele de vendedor e lá desempenha o seu papel o melhor que pode, escolhendo "cuidadosamente" o vocabulário.
Foi o que fez há dias quando me disse que tinha um bom terreno para vender:
- Se o senhor doutor souber de alguém... (só me trata assim quando está a tentar vender-me alguma coisa)
- Eu não preciso.
- Pois, o senhor doutor já tem casa mas se algum colega seu precisar... já sabe. É um terreno muito bom. Pode fazer lá uma boa casa e ainda sobra campo para jardim ou para horta. E então tem cá uma terra!
E prossegue o seu raciocínio, cada vez mais entusiasmado com a qualidade da terra:
- Aquilo é só plantar e ver crescer. Dá-se lá tudo. Ele é milho, é batatas e então se o senhor doutor plantar lá couves AQUILO DÁ COUVES CUM FILHA DA PUTA!

janeiro 22, 2008

É fartar vilanagem

Acabei, finalmente, as diligências relacionadas com a perda da carteira.
Fui à Polícia participar a perda da carta de condução e tratei de cancelar o último cartão, do Banco Santander. E estes senhores, ex-Crédito Predial Português e ex-Totta não são excepção, também não dormem em serviço, não senhor. Taxa de colocação em lista negra – 29.50€. E perguntaram, muito simpáticos, se desejava pedir um novo cartão. Não desejei, recusei tão simpática oferta e resolvi passar a movimentar a conta apenas pela internet. E foi com a instalação dos códigos que começaram as dificuldades. Liguei para a agência, não me conseguiram ajudar e aconselharam-me a ligar para a assistência. Os números da assistência eram de telemóveis ou rede fixa de valor acrescentado (igual àquelas de sexo por telefone, seja lá o que isso for). Liguei para outro número que lá aparecia, mas nada feito, aconselharam-me também a assistência (a tal linha de valor acrescentado igual àquelas de sexo por telefone).
Acho um abuso inaceitável por parte de alguns prestadores de serviços, de maus serviços entenda-se, telecomunicações, bancos, etc que, para resolver questões habitualmente devidas às suas próprias falhas, nos ponham a falar para números de valor acrescentado. Mas o pior é que, quando ligamos, a chamada é atendida, de imediato por uma máquina apenas para nos sacar dinheiro. Mesmo que seja apenas para dizerem que estão muito ocupados e não nos podem atender, atendem e, ao mesmo tempo que nos dão música, colocam-nos em espera por longos períodos. Quanto maior a espera maior é o lucro deles. É um fartar vilanagem, o descaramento e a incompetência a facturar em todo o seu esplendor.

janeiro 21, 2008

Forno preparado para rosquilhas

Hoje fartei-me de rir com uma expressão usada pelo meu amigo Luciano. Confidenciou-me que leu o meu blogue, gostou mas não ia fazer nenhum comentário, de momento, porque, disse ele - ...nem sempre o forno está preparado para as rosquilhas. Este é apenas um exemplo da forma como a linguagem se socorre e se inspira em tarefas da vida diária para traduzir acções e estados de espírito.
Esta do Luciano nunca tal tinha ouvido mas, sabendo como sei, que ele tem os cinco alqueires bem aferidos, acho que não estarei a puxar a brasa à minha sardinha se concluir que ele, hoje, não estava nada faroleiro. Não quer dizer que tenha acordado com os pés de fora, que estivesse com os azeites ou a fugir com o cu à seringa, não, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Apenas não levava a carta a Garcia porque trazia a pedra a centeio e, como tal, não conseguia levar a água ao meu moinho. Ou, dito de outra forma - não tinha o forno preparado para as rosquilhas.