Até Março, calculo que são suficientes para meu consumo e até me posso dar ao luxo de abastecer também os leitores do blogue desde que o seu número não se altere muito (o número de leitores porque o de alfaces tem tendência a baixar).
janeiro 05, 2008
Alfaces, Senhor, são alfaces.
Até Março, calculo que são suficientes para meu consumo e até me posso dar ao luxo de abastecer também os leitores do blogue desde que o seu número não se altere muito (o número de leitores porque o de alfaces tem tendência a baixar).
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hobbies
janeiro 04, 2008
Responsar
Ontem, quando ia sair, em viagem, não encontrei a carteira. Tinha lá vários cartões bancários - pessoais e da empresa, crédito, débito, livro de cheques etc, etc...Os locais mais prováveis foram passados a pente fino, tive que atrasar a viagem em mais de duas horas mas a carteira não apareceu.
Hoje, após regressar da viagem, só por descargo de consciência, perguntei à mulher a dias se teria visto a dita. Disse que não e, passados uns cinco minutos, veio dizer-me de forma muito séria e convincente que já tinha rezado o responso e que dava bem, que a carteira não foi roubada e que iria aparecer. Eu nem respondi, fui apanhado de surpresa e fiquei de boca aberta a olhar para ela enquanto relembrava que, na minha aldeia, em Trás-Os-Montes, também se recorria ao responso nesta situação.
"No creo en brujas pero que las hay, las hay"; mas a verdade é que fiquei mais descansado com esta abordagem transcendental e, depois de ver na net que não há, para já, nenhum registo de movimento nas contas, resolvi não cancelar já os cartões nem os cheques e esperar o bom desenlace anunciado.
Responsar - Conjugar - do Lat. responsare v. tr., fazer responsos por; fazer responsos a um santo para aparecer o que se perdeu ou para afastar algum mal iminente.
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Bruxedo
dezembro 31, 2007
Deixem os fumadores em paz

Despedida do último dia do ano, a coincidir com a entrada em vigor da nova lei do tabaco.
Na condição de fumador em abstinência prolongada, vou no 11º mês e assim espero continuar, estou sensibilizado para esta problemática. Nas minhas pesquisas sobre o fumo, deparo-me, frequentemente, com dois argumentos contra a proibição, usados pelos fumadores. Um desses argumentos é o estatuto de beneméritos que os fumadores se arrogam, por se considerarem os salvadores da Pátria, através dos elevados impostos que pagam sobre o tabaco. Pelos vistos, nesta parcela, são devedores e não credores pois essa receita adicional não chega a cobrir os custos das doenças provocadas pelo tabaco.
Outro argumento invocado, partilhado com os que não querem usar cinto de segurança, é o direito à liberdade e controlo da sua vida e da sua saúde. E, como tal, se optam por fumar, apesar dos malefícios, dizem eles, esse é um assunto que, apenas a eles, diz respeito. Trata-se, quanto a mim, de pura hipocrisia pois só ouço esse argumento a quem ainda tem saúde. Não tenho conhecimento que alguém o tenha invocado na hora de receber os cuidados médicos que as doenças provocadas pelo tabaco implicam. Nessa altura, as consequências do tabaco já não dirão respeito apenas a cada um, ou estarei enganado?
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Fumaças
dezembro 30, 2007
A minha pátria é a Língua Portuguesa
Acabei de ler no suplemento do JN que o melhor filme português foi Call Girl de António-Pedro Vasconcelos e Belle Toujours de Manoel de Oliveira, ex-aequo. Comentários para quê? O anormal devo ser eu já que a notícia do JN, não fazendo qualquer referência, depreendo que ache normal o facto de os dois títulos aparecerem em línguas estrangeiras.Este é apenas um exemplo do uso injustificado e abusivo de estrangeirismos já que, em ambos os casos, existem palavras portuguesas para dizer o mesmo. No caso de Manoel de Oliveira, o erro já vem de trás, visto que se tratou de juntar os protagonistas e dar continuidade a um outro filme de há 38 anos - La belle du Jour, numa espécie de "remake", como eles dizem.
Mais um exemplo: Há dias recebi uma mensagem de correio electrónico (e-mail) de uma empresa portuguesa, "acabada de nascer", que se propunha ser uma "referência no sector do Coaching, Consulting e Training". E continuava referindo (sic) que "o Coaching faz com que o cliente (Coachee) descubra o resultado através de técnicas ... sugeridas pelo Coach. Todos os Coaches são certificados internacionalmente pela International Coaching Community... As áreas de Coach que a empresa cobre são: Executive; Business; Team (sport, inclusive); Life..."
Quando vejo a utilização gratuita de termos estrangeiros fico sempre com a impressão de alguém estar a recorrer à nobre arte de perfumar o peido ou, no mínimo, soa-me a falta de autenticidade. E se assim pensam elevar a imagem de marca do produto, comigo têm azar, neste caso não quero nada com o tal Coaching nem tão-pouco tenciono ir ver qualquer um dos ditos filmes.
A nossa língua não será suficiente para nos expressarmos? Fernando Pessoa disse - a minha Pátria é a Língua Portuguesa - mas, nesta aldeia global, até ele concordaria que o recurso a termos estranhos se torna inevitável em qualquer língua mas, como cidadãos, o respeito pela nossa língua, cultura e identidade não devia impor-nos alguns limites?
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Desabafos
dezembro 28, 2007
David venceu Golias!

Finalmente... David venceu Golias!
A exposição feita ao provedor Sonae, aqui relatada no dia 10.12.07, foi definitivamente arrumada. A Novis "deu a mão à palmatória" e resolveu a questão a meu contento. Acabei de receber um mail do "Director de Serviço a Clientes" acerca da "situação reportada" como eles gostam de dizer. Das exigências que apresentei para a resolução da questão só o pedido de desculpas não me foi formalmente apresentado. O mais próximo que estiveram foi a referência "Gratos pelo tempo que V.Ex.ª nos dispensou..." e "Resta-nos agradecer a atenção e a compreensão demonstradas, apresentando a nossa inteira disponibilidade para o esclarecer sobre qualquer questão relacionada com este caso em concreto..."
Houve alturas em que cheguei a equacionar se não seria mais sensato pagar, mesmo que indevidamente, e não me chatear mais com o assunto. Agora, em jeito de avaliação final, fico satisfeito por ter lutado e não ter cedido à tentação de resolver da forma mais fácil embora mais cara. Além disso, fico com a consciência tranquila de ter assumido o papel de cidadão consciente que pugna pela verdade e pela justiça.
A exposição feita ao provedor Sonae, aqui relatada no dia 10.12.07, foi definitivamente arrumada. A Novis "deu a mão à palmatória" e resolveu a questão a meu contento. Acabei de receber um mail do "Director de Serviço a Clientes" acerca da "situação reportada" como eles gostam de dizer. Das exigências que apresentei para a resolução da questão só o pedido de desculpas não me foi formalmente apresentado. O mais próximo que estiveram foi a referência "Gratos pelo tempo que V.Ex.ª nos dispensou..." e "Resta-nos agradecer a atenção e a compreensão demonstradas, apresentando a nossa inteira disponibilidade para o esclarecer sobre qualquer questão relacionada com este caso em concreto..."
Houve alturas em que cheguei a equacionar se não seria mais sensato pagar, mesmo que indevidamente, e não me chatear mais com o assunto. Agora, em jeito de avaliação final, fico satisfeito por ter lutado e não ter cedido à tentação de resolver da forma mais fácil embora mais cara. Além disso, fico com a consciência tranquila de ter assumido o papel de cidadão consciente que pugna pela verdade e pela justiça.
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vitórias
dezembro 23, 2007
Juntar as verdes com as maduras
Estive ausente da internet, em viagem, durante os dois últimos dias. Fui "fazer" o azeite. E, se a colheita costuma ser pretexto para festa, este ano não foi o caso. A qualidade acabou por ser a maravilha do costume (acidez 0,2) mas a quantidade fez-me equacionar se valeria a pena apanhar a azeitona pois dificilmente o valor do azeite iria equilibrar os custos da apanha. Quando perguntei à minha irmã se não seria melhor esquecer a apanha. Ela respondeu, de imediato:- Nem penses nisso, a azeitona é para apanhar. Se este ano tiveres prejuizo, paciência, aguenta-te. Tiveste lucro no passado e voltarás a ter no futuro para equilibrar este ano mau.
Claro que acatei de imediato o conselho dela, pessoa sábia e sempre solidária. Além disso, a sua condição de agricultora praticante dá-lhe a autoridade e o saber a respeito destas questões. E depois fiquei a pensar na grande lição que me foi ensinada: A decisão de apanhar ou não apanhar a azeitona não pode ser encarada como uma questão meramente contabilística. É uma autêntica pescadinha de rabo na boca, um contrato não escrito mas implícito em que cada um tem de cumprir a sua parte. Eu preciso das pessoas que me apanham a azeitona e elas, por sua vez precisam de ganhar dinheiro para viver e comprar e manter as máquinas e restantes equipamentos. E, se a sua actividade não for rentável, deixá-la-ão e todos ficaremos a perder. Então, quando a colheita for "o comido pelo servido" ou, pior ainda, se houver "mais prejuizo que ganância", aplica-se o aforismo popular - É preciso juntar as verdes com as maduras - Oh se é!
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aforismos
dezembro 21, 2007
Ficção, eu? Cruzes canhoto!
Desde há algum tempo que frequento regularmente um blog - diario de uma gaja - que, parecendo à primeira vista leve e informal, eu acho muito bom e, principalmente, muito divertido. Além disso esconde, na pessoa da autora, tenho a certeza, alguém muito interessante.
Há dias lançou um desafio aos seus frequentadores que consistia em continuar uma história a partir de um determinado cenário que ela construiu. Alinhei e, para surpresa minha, aqui fica o comentário que lá deixei e que resume o que se seguiu.
De Xeringador a 21 de Dezembro de 2007 às 20:20
Oh gaja, muito obrigado mas isso não se faz!
Vim fazer-te a visita do costume e... grande surpresa verificar que escolheste o meu texto.
Não vou cuspir no prato mas, sinceramente, não me considero merecedor de tal distinção pois não acho o meu conto nada de especial, antes pelo contrário. Quando muito, à falta de melhor, teria qualidade qb para encher um espaço que sobrasse na revista Maria.
Além disso nunca tinha escrito nada inventado, já escrevi algumas coisas mas sempre acerca de assuntos que domino ou sobre convicções minhas, nada de ficção, até tu, gaja, a tal me obrigares.
Há dias lançou um desafio aos seus frequentadores que consistia em continuar uma história a partir de um determinado cenário que ela construiu. Alinhei e, para surpresa minha, aqui fica o comentário que lá deixei e que resume o que se seguiu.
De Xeringador a 21 de Dezembro de 2007 às 20:20
Oh gaja, muito obrigado mas isso não se faz!
Vim fazer-te a visita do costume e... grande surpresa verificar que escolheste o meu texto.
Não vou cuspir no prato mas, sinceramente, não me considero merecedor de tal distinção pois não acho o meu conto nada de especial, antes pelo contrário. Quando muito, à falta de melhor, teria qualidade qb para encher um espaço que sobrasse na revista Maria.
Além disso nunca tinha escrito nada inventado, já escrevi algumas coisas mas sempre acerca de assuntos que domino ou sobre convicções minhas, nada de ficção, até tu, gaja, a tal me obrigares.
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